Blog – Aline Néris

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O homem e o amor

Não bastaria dizer que desde que estabeleceu sua condição de ser humano, o homem trata do amor. Dos românticos aos céticos, todos os homens, sem exceção, tratam desse assunto. O homem mais do que amar, fala de amor, recria o amor, opina sobre o amor, até mesmo, inventa o amor. Sempre tentando traduzir isso que outrora fora apenas um sentimento e não palavras.
São muitas e vastas as concepções de amor que abrangem ideias opostas umas as outras e ao mesmo tempo contraditórias a si mesmas. Camões, ao dizer que “o amor é fogo que arde sem se ver;/é ferida que dói e não se sente;/é um contentamento descontente;/é dor que desatina sem doer;”, exemplifica essa definição contraditória do amor e o próprio autor indaga a proximidade (desejada) do homem ao amor: “(…) como causar pode seu favor/nos corações humanos amizade,/se tão contraditório a si é o mesmo amor?”.
Dessa proximidade desejada surge a necessidade. Dessa necessidade humana de amor provém o amor, não pelo ser amado, e, sim, pelo próprio amor. Vinicius de Moraes, poeta tão louvado pelos amantes, mostra-nos isso em um de seus mais citados e recitados poemas: Soneto de Fidelidade. A começar pelo título, a fidelidade nele retratada é uma fidelidade ao amor em si. O poeta não expressa um desejo de amar fielmente a uma criatura alvo de seus desejos e paixões. Ele expressa uma fidelidade ao sentimento de amor, tanto que ao dizer “eu possa me dizer do amor (que tive):/que não seja imortal” ele admite a finitude do amor a alguém, mas sabendo que ele carrega consigo o peso deste sentimento.
Em meio a definições intensas, concluímos que o amor é digno de fascínio e interesse por qualquer homem de qualquer época, mesmo sendo comum a todos nós, de filósofos a compositores modernos, incluindo os meros mortais.

*Escrito no ano de 2010 em uma aula de redação do curso pré-vestibular Objetivo.

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Acerca de nuestros errores

Siempre aprendemos algo con nuestros errores. Lo que varía es cuanto vamos a evolucionar, lo que depende de cómo encaramos y si estamos realmente dispuestos a evolucionar y aprender con ellos. Tenemos que estar abiertos para el aprendizaje y tener en cuenta que todo en la vida tiene dos lados: uno bueno y uno malo. Si nos condicionamos en ver solo uno de los lados, sobretodo el malo, la lección no será tan provechosa.

Cuando yo era más joven mi madre me regaló un libro llamado Pollyana. El personaje que da nombre a la obra es una niña muy pobre que juega al “juego del contento”. Ese juego enseñado por su padre consiste en ver el lado bueno de todo. Es un libro que tiene un contenido emocional muy fuerte, porque además de tener una historia encantadora te hace reflexionar sobre tu propia vida.

Personalmente yo intento siempre aprovechar mis errores aprendiendo con ellos lo máximo que puedo. A veces eso me parece lo único positivo de lo que no supe hacer bien. Muchas veces pasado el momento de desespero y/o angustia veo que cosas buenas surgen de estas frustraciones. Como cuando por causa de una decisión precipitada termino por estar en un sitio dónde tal vez no debiese estar y conozco a alguien o veo algo que hace que valga la pena mi equivocación.

En mi viaje a España, por ejemplo, cometí algunos errores con los cuales gané cosas que subjetivamente fueron o son importantes: conocí personas, oí relatos de experiencias, tuve experiencias, aprendí mucho y sobretodo valoré más lo que tengo en mi vida – las personas que viven conmigo, las cosas que me eran tan habituales y que por eso yo no les daba tanta importancia.

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