Blog – Aline Néris

Mensagem

O que havia para dizer está dito.
Não posso contar o que ficou nas entrelinhas,
o vão também faz parte da mensagem.

* Escrito em julho de 2013 e revisado em novembro.

Resenha do livro Nove Noites

CARVALHO, Bernardo. Nove Noites. Companhia das Letras, 2006. 150 páginas.

A história já foi contada: o antropólogo americano Buell Quain se suicidou. Nove Noites trata, portanto e visto de certo ponto, da construção de uma narrativa e não da construção de uma história propriamente dita. Seu autor faz com que o leitor necessite estar atento a todos os detalhes narrados, uma vez que o livro consiste basicamente em fios soltos e percepções difusas que precisam ser conectados.

Bernardo Carvalho em toda sua genialidade como escritor contemporâneo cria não uma história a ser contada, mas sim a contação de uma história. Mesclando realidade e ficção ele dá luz a uma metaficção historiográfica que além de ser por si só deveras interessante, não apenas pelo seu modo de construção, faz com que o leitor mais experiente se confronte com os seus próprios limites antropológicos. Somando-se a isso ele dá vida a uma polifonia de vozes criada por (no mínimo) dois narradores: o próprio autor enquanto jornalista e um personagem tão fictício quanto real que faz parte da própria narrativa enquanto amigo do personagem central do livro.

Um artigo em um Caderno de Resenhas desperta o interesse do jornalista em relação há uma pequena menção a morte do antropólogo americano Buell Quain em terras brasileiras. Um suícidio sem maiores explicações ou sem maiores interessados que lhe desperta curiosidade. Cartas um tanto quanto misteriosas deixadas pelo suicida são, juntamente com cartas por ele enviadas e recebidas antes do ocorrido, usadas como rastro pelo narrador dos dias atuais que busca algo incerto que talvez possa ter motivado a violência cometida por esse “infeliz e tresloucado” contra si mesmo.

Logo na contra capa o leitor recebe uma advertência muito similar aquela dada pelo narrador-personagem em sua carta, neste livro ele não encontrará verdades concretas, uma vez que “Nove Noites mistura fatos (…) com as elucubrações do narrador”. A similaridade desta advertência com aquela recebida pelo destinatário das cartas do narrador-personagem a respeito da irregularidade da verdade naquele lugar onde se encontrava Buell Quain pode ser vista como mais um ponto da genialidade de Bernardo Carvalho.

Além de mais um apontamento para a genialidade do escritor é importante que isso reitere que este não é um livro tradicional (com começo, meio e fim), que ele é menos ainda um livro que traz respostas, que muito pelo contrário este livro não-linear requer do leitor uma certa habilidade de leitura e de fazer conexões a ponto de não só compreender o livro como também, se não de formular suas próprias teorias, ao menos de captar todas as insinuações e possibilidades espalhadas pelo autor por meio de seus narradores.

* Resenha escrita no primeiro semestre de 2013 para a matéria de Teoria da Literatura do curso Tradutor e Intérprete da Universidade Nove de Julho (Uninove).

Poemando

Escrevo versos, só não escrevo estrofes.

*Escrito em julho de 2013.

O homem e o amor

Não bastaria dizer que desde que estabeleceu sua condição de ser humano, o homem trata do amor. Dos românticos aos céticos, todos os homens, sem exceção, tratam desse assunto. O homem mais do que amar, fala de amor, recria o amor, opina sobre o amor, até mesmo, inventa o amor. Sempre tentando traduzir isso que outrora fora apenas um sentimento e não palavras.
São muitas e vastas as concepções de amor que abrangem ideias opostas umas as outras e ao mesmo tempo contraditórias a si mesmas. Camões, ao dizer que “o amor é fogo que arde sem se ver;/é ferida que dói e não se sente;/é um contentamento descontente;/é dor que desatina sem doer;”, exemplifica essa definição contraditória do amor e o próprio autor indaga a proximidade (desejada) do homem ao amor: “(…) como causar pode seu favor/nos corações humanos amizade,/se tão contraditório a si é o mesmo amor?”.
Dessa proximidade desejada surge a necessidade. Dessa necessidade humana de amor provém o amor, não pelo ser amado, e, sim, pelo próprio amor. Vinicius de Moraes, poeta tão louvado pelos amantes, mostra-nos isso em um de seus mais citados e recitados poemas: Soneto de Fidelidade. A começar pelo título, a fidelidade nele retratada é uma fidelidade ao amor em si. O poeta não expressa um desejo de amar fielmente a uma criatura alvo de seus desejos e paixões. Ele expressa uma fidelidade ao sentimento de amor, tanto que ao dizer “eu possa me dizer do amor (que tive):/que não seja imortal” ele admite a finitude do amor a alguém, mas sabendo que ele carrega consigo o peso deste sentimento.
Em meio a definições intensas, concluímos que o amor é digno de fascínio e interesse por qualquer homem de qualquer época, mesmo sendo comum a todos nós, de filósofos a compositores modernos, incluindo os meros mortais.

*Escrito no ano de 2010 em uma aula de redação do curso pré-vestibular Objetivo.

Excesso de informação, escassez de conhecimento

O conhecimento, muito valorizado em nossa sociedade, pode ser obtido de duas maneiras: uma por meio de experimentações e vivências, que nos levam ao chamado conhecimento empírico, e outra por meio das informações. Essa segunda tem sido desde a Idade Moderna a mais buscada pelo homem.
Considerando-se que vivemos a Era Digital, na qual a informação se propaga por um espaço maior em tempo cada vez menor, e que a cada dia uma maior quantidade de pessoas tem acesso a essas informações, nós deveríamos viver também a Era do Conhecimento. Porém, as pessoas de modo geral não estão sabendo trabalhar com tantas informações e muitas vezes não sabem como transformá-las em conhecimento.
Apesar de dispormos de mais informações e de mais acesso a elas, a nossa capacidade de absorvê-las permanece a mesma. Se por um lado a informação soa como sinônimo de conhecimento, por outro as pessoas têm caído nas armadilhas do excesso de informações.
Ter conhecimento de um elevado número de informações é exigido cada vez mais pelo mercado de trabalho, tornando-se, inclusive, um importante fator de competição profissional e até mesmo estudantil. Entretanto, de nada adianta ter as informações se não se sabe trabalhá-las.
É preciso munir-se de informações, no entanto, mais necessário ainda é saber absorver apenas as que forem coerentes, filtrando-as para usá-las como base para o conhecimento.

*Escrito no ano de 2010 em uma aula de redação do curso pré-vestibular Objetivo.

Acerca de nuestros errores

Siempre aprendemos algo con nuestros errores. Lo que varía es cuanto vamos a evolucionar, lo que depende de cómo encaramos y si estamos realmente dispuestos a evolucionar y aprender con ellos. Tenemos que estar abiertos para el aprendizaje y tener en cuenta que todo en la vida tiene dos lados: uno bueno y uno malo. Si nos condicionamos en ver solo uno de los lados, sobretodo el malo, la lección no será tan provechosa.

Cuando yo era más joven mi madre me regaló un libro llamado Pollyana. El personaje que da nombre a la obra es una niña muy pobre que juega al “juego del contento”. Ese juego enseñado por su padre consiste en ver el lado bueno de todo. Es un libro que tiene un contenido emocional muy fuerte, porque además de tener una historia encantadora te hace reflexionar sobre tu propia vida.

Personalmente yo intento siempre aprovechar mis errores aprendiendo con ellos lo máximo que puedo. A veces eso me parece lo único positivo de lo que no supe hacer bien. Muchas veces pasado el momento de desespero y/o angustia veo que cosas buenas surgen de estas frustraciones. Como cuando por causa de una decisión precipitada termino por estar en un sitio dónde tal vez no debiese estar y conozco a alguien o veo algo que hace que valga la pena mi equivocación.

En mi viaje a España, por ejemplo, cometí algunos errores con los cuales gané cosas que subjetivamente fueron o son importantes: conocí personas, oí relatos de experiencias, tuve experiencias, aprendí mucho y sobretodo valoré más lo que tengo en mi vida – las personas que viven conmigo, las cosas que me eran tan habituales y que por eso yo no les daba tanta importancia.

TODO HUELE A CEBOLLA: enfermo desquiciado se suicida

Hoy en la colmena un hombre a quien su enfermedad le agrió el carácter dejó a su paciente mujer al tirarse por la ventana. ¿El motivo? Porque para él todo olía un poco a cebolla. Aunque no habían cebollas en la casa, según nos han dicho sus vecinos. La mujer no podía hablar con nosotros. A lo mejor cuando vuelva en sí publicaremos una entrevista en exclusiva.

Biografía de Diego Rivera

Nacido en 1886 en la ciudad de Guanajuato (México), está considerado como el máximo representante de la Escuela Mural Mexicana. Su obra fue monumental, tanto en cantidad como en volumen.

Formado como dibujante y pintor en la Escuela Nacional de Bellas Artes de su país, tuvo su primer viaje a Europa a los 21 años y pasó dos años y medio en Madrid con gran interés por la pintura de El Greco. En Paris tuvo influencia de las corrientes vanguardistas y en Italia pasó al muralismo, teniendo su primer mural en la Escuela Nacional Preparatoria en México.

Su trabajo artístico incluye frescos, grabados, ilustración de libros y carteles y retratos de figuras de la sociedad mexicana. Así como murales del Detroid Institute of Art, obra de gran envergadura, y un gran fresco para el Rockfeller Center, destruido en 1935 por incluir un retrato de Lenin. Él inició también la construcción de su museo, la pirámide de Anahuacalli. Además, ilustró el “Canto General” de Pablo Neruda.

Fundador del Partido Comunista Mexicano, se dedicó de lleno a las actividades políticas. En 1929 viajó a la Unión Soviética y rompió con el Partido Comunista. Militante de la IV Internacional Trotkista y amigo de León Trotsky, escribió artículos y dichó conferencias sobre temas cadentes de aquél momento (1934).

Rivera falleció en Coyoacán, el 24 de noviembre de 1957 y fue sepultado en la Rotonda de los Hombres Ilustres del panteón civil de Dolores.

Lo que me gusta y disgusta de mi viaje

Me gusta caminar por las calles y mirar la bella arquitectura de los edificios, las bonitas vitrinas de las tiendas y la rica decoración de los bares y restaurantes. Me encantan sobretodo los parques y jardines y también las apasionadas parejas de abuelitos que allí pasean. Pero me disgustan la cara de la gente que parece no saber sonreír, las tiendas de recuerdo que solo tienen más de lo mismo, los vendedores ambulantes y las personas de los restaurantes que se quedan en las aceras invitándonos a comer a cada dos pasos.

Me fascina vivir en hostales. Me entusiasma hablar con los otros turistas sobre las costumbres de nuestros países, encontrar otros brasileños y hablar un poquito en portugués. Me chifla oír las personas hablando diferentes idiomas y practicar mi inglés y mi español. Sin embargo odio encontrar los cubiertos mal lavados y los vasos manchados. No soporto compartir la mesa con personas que sorben en la cuchara de la sopa o en las tazas de infusión y hacen ruidos poco educados al comer. También me resulta insoportable el suelo sucio y mojado del baño colectivo y los aseos ocupados cuando necesito hacer pis.

Definindo el arte

Si buscamos en el diccionario la palabra arte encontraremos que es un sustantivo ambiguo. De hecho es ambiguo y un poco más: María Amoretti en su “Definición del Arte” afirma que el arte es comparable con el amor, pués tiene innumerables definiciones y formas.

Existen in sinfín de ponderaciones si el arte es fruto de un don, como defiende Kandinsky en “De lo espiritual en el arte” al decir que “la obra de arte […] es un sujeto independiente animado de un soplo espiritual”, o algo obtenido con esfuerzo y dedicación como en las definiciones medievales reducidas en el “saber hacer” citadas por el estudioso de la estética medieval Bryne.

Si consideramos que el arte es el “conjunto de determinados procedimientos para producir un resultado” como define el diccionario, podemos decir que casi todo es arte: un peinado, un plato, una decoración de ambiente… independiente si advino de un don o de un esfuerzo.

Continuando con tal definición tenemos que el arte es la “manifestación humana mediante la cual se interpreta lo real o lo imaginado por medio de la imagen, el sonido, el lenguaje, etc.”. Siguiendo ese concepto amplio llegaremos a un punto importantísimo para definir el arte (o por lo menos intentarlo): él como “gran preguntador”, nuevamente con palabras de Amoretti, “desatando en nosotros, en nuestro interior, infinidad de preguntas que apuntan a todos nuestros sentidos”.

Lo más importante no son las definiciones del concepto de arte sino su papel en nuestra vida personal y quizás en nuestra sociedad. Pero ¿cómo decir la importancia de lo que ni siquiera sabemos definir? Nuevamente el paralelismo del arte con el amor: no podemos definirlos y asimismo sabemos que es importante y fundamental.

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